Esse é um dos muitos blogs que eu já criei e espero que não tenha a vida breve que os outros tiveram.
A intenção continua a mesma, compartilhar com quem lê, minhas impressões sobre a vida.
Sendo assim, cinema, música, literatura e tudo o que me interessa vai ser relatado aqui.
Revisitei alguns textos antigos e encontrei um que gostaria de compartilhar com vocês.
Uma Imagem Que Me Traduz
Todos nós somos múltiplos, temos muitas faces, e isso é que torna possível viver. Para cada pessoa com quem nos relacionamos na vida fomos e somos um de nossos muitos EUs. E todos têm registros diferentes de quem somos. Eu mesma andei discutindo muito com um certo alguém que me diz sempre que preciso rir mais, ser mais leve. Discordo ferozmente e me aborreço porque não me identifico com essa persona séria e triste que ele vê em mim. Aí penso que jamais estive com ele e que somos amigos virtuais, sem intimidade humana, apenas palavras digitadas, fotos trocadas que cada um escolheu pra mostrar o que lhe convém. Sim, às vezes eu sou triste e séria demais, mas essa é apenas uma parte de mim.
Se fôssemos colher informações do que pensam sobre nós e como nos enxergam, o resultado seria bem variado. Uns te amam, outros te odeiam, ninguém sabe realmente quem você é. E nós também não sabemos de fato quem essas pessoas são.
Que pretensão achar que sabemos quem é quem. Ainda mais quando nem sabemos quem somos nós. Pra se viver é necessário esse mistério, essa incompreensão mútua. Se todos conseguíssemos ler o outro completamente, não haveria a menor graça em nos relacionarmos.
Hoje eu sou a pintura do Klimt: Desejo !

eeeeeeeeeeee....
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