quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Les Bien-Aimés (2011) Directed by Christophe Honoré.

Les Bien-Aimés

Madeleine & Jaromil ( avec François )

 Madeleine ( Ludivine Sagnier e mais tarde, Catherine Deneuve) é uma jovem francesa, que se prostitui, quando não está trabalhando em uma loja de sapatos.
 Como ela mesma diz para sua filha, mais tarde, a prostituição era um *extra*, nunca um trabalho oficial, sempre teve a carteira assinada. Em nenhum momento do filme, a prostituição é um problema para Madeleine, tenho a impressão de que era um prazer, uma maneira de transgredir.
 Honoré nos apresenta Madeleine, da forma mais romântica e graciosa possível, uma delicia de se ver.

 Jaromil (Rasha Bukvic e mais tarde, Milos Forman) é um médico tcheco de passagem por Paris, que se torna cliente de Madeleine, por indicação de um amigo.  É a descoberta do amor, para Madeleine. *Posso viver sem você, mas não posso viver sem AMAR você*.
 A partir desse momento, Madeleine e Jaromil, vivem um intenso e tumultuado romance, que atravessa décadas, com idas e vindas, e que em determinado momento se torna um triângulo amoroso, quando Madeleine se casa com François( Guillaume Denaiffe e mais tarde, Michel Delpech), na busca de uma vida estável e melhor, para ela e a filha Véra, de seu relacionamento com Jaromil.
  François é um conformista. Quando Jaromil o confronta, ele não se intimida, sabe que seu papel dentro desse triângulo é essencial, aceita a esposa e sua atitude infiel, não a julga, não pede nada em troca, ele só quer estar ao lado dela, vivendo o seu amor incondicional e não correspondido..
  O tempo foi ajustando a vida dos três e quando o tão desejado tempo ao lado de Jaromil parecia ter chegado, a vida os surpreende mais uma vez.

 Véra & Henderson ( avec Clément )

  Véra é fruto de uma história de amor arrebatadora, contada em detalhes, pela sua mãe Madeleine, detalhes que Véra considera * dispensáveis e em alguns momentos, constrangedores*
  Honoré nos apresenta Véra já adulta (Chiara Mastroianni), sem a graciosidade, sem o romantismo e a alegria, como fez antes com Madeleine. O tom é mais soturno, triste.
  Véra caminha pela noite em Paris, relembrando a história de seus pais e de como isso a afetou. Vera é só.
  Madeleine e Véra são próximas, se querem bem, se amam e desde cedo, Véra é a melhor amiga de sua mãe, é para ela que Madeleine desabafa e confidencia tudo, talvez até demais.
  Verá tem um namoro aberto com Clément (Louis Garrel), que é extremamente apaixonado, mas um amor infantil, confuso, que não se parece em nada com a relação de Madeleine e Jaromil, que é o modelo do que é o VERDADEIRO AMOR  para ela. Clément é um personagem mal desenvolvido, irrelevante na vida de Véra, Não tem a mesma relevância que o François tem na vida de Madeleine, por exemplo.
  Uma noite, em um bar em Londres, Véra conhece Henderson ( Paul Schneider), um músico americano. A cena é uma maravilha, Véra encanta Henderson e todo o bar enquanto dança.
  Logo em seguida, Véra e Henderson se aproximam, e vem a primeira de uma série de desilusões que desenham a relação entre os dois. Henderson é gay.
  A atração é mútua, Henderson acredita que não tem o suficiente para oferecer a Véra. Ele se recusa a viver uma relação sem sexo, baseada em um sentimento, que ele não sabe se é amor.
  Como sua mãe, Véra se entrega de corpo e alma a esse amor, mas sem a recíprocidade que sua mãe teve dos dois homens de sua vida. Clément some e Henderson durante anos, a mantém próxima, mas ao mesmo tempo distante.
 O desfecho dessa estranha e dolorosa relação é surpreendente, mas para mim, o único possível. 

  A imprevisibilidade da vida é um elemento constante no filme, tudo se desloca e se transforma quando menos esperam.
  Madeleine e Véra tiveram histórias distintas, que se assemelham no fato de que nenhuma delas, viveu o seu amor como queriam. Amaram e foram amadas intensamente, mas quase todo o tempo, sozinhas.

 O elenco é bem bacana, com destaque para a dupla Rasha Bukvic e Milos Forman (o Jaromil é uma delícia de personagem ),Chiara Mastroianni e Paul Schneider.
  É o primeiro filme do Honoré que eu assisto, gostei imensamente do filme ser um musical, a trilha sonora do Alex Beaupain é delicada, charmosa e as letras se adequam bem ao momento.
  Li muitas críticas negativas, e confesso que não tinha interesse no filme, até que eu li uma resenha do meu amigo Celo Silva, no blog *Espectador Voraz*, e me empolguei.
  Não tenho a pretensão de ser crítica de cinema e nem me sinto capacitada para isso.
  Gosto de cinema, de assistir filmes e quero compartilhar com meus amigos, minhas impressões sobre o que eu assisto.




 Ficarei muito feliz com críticas construtivas, para que eu possa escrever melhor, é isso.
 Beijinhos <3 :)



4 comentários:

  1. Amy, adorei suas impressões sobre o filme. Depois do que escreveu a vontade de vê-lo simplesmente triplicou! Continue escrevendo, você tem jeito pra coisa. As pessoas querem ler algo que as envolva e você sabe fazer isso muito bem, Spider Woman! ;)
    Super beijo e aguardo as próximas indicações!

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    1. Ahhh,Sintia <3 Muito obrigada pelo carinho e pelo incentivo,estou feliz e empolgada. :) Me sinto honrada pela sua amizade. Beijos <3

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  2. Amy, faço da palavras da Sintia as minhas. Seu texto ficou bem envolvente e aguça a curiosidade sobre a obra. Espero poder ler mais vezes suas palavras. Parabéns pela sensibilidade e pelas palavras bem escolhidas. Fiquei muito feliz por vc ter citado meu blog e de meu texto ter servido de inspiração.

    Beijo e Abraço!!

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  3. Obrigada,Celo ! Fico grata pelo carinho, incentivo e principalmente pela inspiração. :) Quero escrever mais e melhor e sem perder a paixão, que é o mais importante. :) Beijos <3

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